Telstar Lda quebra monopólio do clã Dos Santos na telefonia móvel||bombasnabanda||
A empresa angolana Telstar Limitada venceu o concurso público internacional respeitante ao Novo Título Global Unicado - TGU - e será a quarta operadora de telefonia móvel no país, anunciou sexta-feira (12/04) o ministro das Telecomunicações e das Tecnologias de Informação José Carvalho da Rocha.
Ela deve entrar um funcionamento no prazo máximo de um ano e dentro de cerca de um mês e meio terá que pagar 15% dos 120 milhões de dólares do valor da licença, depois de já ter pago 120 mil dólares relacionados com o respectivo caderno de encargos, anunciou
figuras angolanas a braços com a justiça.
Caso do antigo ministro dos TransportesAugusto da Silva Tomás - exonerado em Junho de 2018 sem justificação - detido por crimes de desvio de fundos, peculato, corrupção passiva, branqueamento de capitais e mà gestao, e ao general Higino Carneiro, que desde fevereiro està em regime de termo de identidade e residênciae proibido de se ausentar do país, indiciado também - noutro processo - de crimes de peculato, corrupçao passiva, branqueamento de capitais abuso de poder, associaçao criminosa e mà gestao enquanto governador de Luanda.
Telstar Lda, é assim a nova operadora que vai quebrar o monopólio da telefonia móvel detido pela principal operadora a UNITEL de Isabel Dos Santos e a MOVICEL de Tchizé dos Santos.
Das 27 empresas que manifestaram interesse no concurso aberto a 27 de Novembro de 2017, -18 angolanas e 9 estrangeiras - apenas 6 passaram a primeira fase e só 2 cumpriram todos os requisitos previstos no caderno de encargos.
A Telstar - Telecomunicações, tem comoaccionistas o general Manuel João Carneiro(90%) e o empresário António Cardoso Mateus (10%).
O general Manuel João Carneiro, accionista maioritário, tem por sua vez ligações à empresa Mundo Telecomunicações, "que custeou parte das despesas utilizadas pela Telstar no concurso para se tornar na quarta operadora", e que é detida pelos ex-ministros dos Transportes, Augusto Tomás, e das Finanças, José Pedro de Morais, pelo antigo Secretário para os assuntos Económicos do ex-Presidente angolano José Eduardo dos Santos, André Luís Brandão, e pelo general Higino Carneiro, deputado e ex-governador da Província de Luanda.
Após o anúncio, José Carvalho da Rocha assinalou ter-se tratado de um concurso "transparente", afirmando desconhecer as razões pelas quais a multinacional sul-africana de telecomunicações MTN desistiu do processo, depois de, em Novembro de 2018, a empresa ter revelado na comunicação social, que o concurso estava, "à partida, viciado".
"Gostava que fosse a própria MTN a dar as explicações, porque nós próprios não sabemos. Todos os candidatos tiveram oportunidade de questionar o processo e em nenhum momento nos disseram que o processo estava viciado. Só ela [a empresa sul-africana] poderá responder", afirrmou José Carvalho da Rocha.
Questionado pelos jornalistas sobre o que acontecerá se a Telstar não cumprir os requisitos exigidos até ao fim do processo, que tem um prazo máximo de 12 meses, limitou-se a responder que serão tomadas "as medidas convenientes", não explicando se haverá novo concurso ou se a licença cará nas mãos da outra empresa "na lista", cujo nome não adiantou.
O ministro indicou, por outro lado, que, entre os requisitos, está a obrigatoriedade de, num período que não especicou, a empresa abrir parte das acções, para que possam ser vendidas em bolsa.
A nova operadora, acrescentou, irá usufruir das infraestruturas públicas e privadas já existentes em Angola, no quadro de uma lógica defendida pelo Governo de tornar as comunicações "cada vez mais acessíveis, com maior qualidade e com uma cobertura de todo o país".
De recordar que o Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação emitiu, em Agosto de 2018, um comunicado em que era referido que o concurso público, ratificado pelo Presidente da República, João Lourenço, a 23 de Fevereiro, suscitou "grande repercussão", confirmada pela manifestação de interesse de 18 entidades nacionais e 9 estrangeiras.
Na altura, o ministério indicou que as 27 propostas para a atribuição de um Título Tlobal Unificado a uma quarta operadora constituem "um número signicativo", dada "a natureza e complexidade deste tipo de concursos e em linha com experiências internacionais similares".
Em Julho, a UNITA exigiu a anulação do concurso e a abertura de um outro, alegando "falta de transparência" por o ministério ter, a 2 de Abril, mudado as regras do concurso, em que adoptou o "procedimento por concurso limitado por prévia qualicação para adjudicação do contrato de concessão", mas o ministério garantiu a total transparência do processo.
Angola conta actualmente com três operadoras de telecomunicações móveis -UNITEL, MOVICEL e Angola Telecomembora possuindo licença de operador global, aguarda por um accionista que queira comprar os 45% das suas acções, para arrancar com os serviços de telefonia móvel.

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